Por enquanto ele fica afastado, mas ganhando salário de R$ 10,8 mil.

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu hoje, por unanimidade, afastar de suas funções o promotor Thales Ferri Schoedl, que matou o estudante Diego Mondanez e feriu a tiros Felipe Siqueira Cunha de Souza em dezembro de 2004, em Bertioga, no litoral de São Paulo. O Conselho suspendeu também um ato do Órgão Especial do Ministério Público Estadual (MPE) da semana passada que efetivou Schoedl no cargo vitalício de promotor de Justiça apesar do crime. Mas ainda analisará os termos da decisão do Órgão Especial para se aprofundar mais sobre o seu conteúdo e decidir se o promotor tem ou não direito ao cargo vitalício. Schoedl estava em estágio probatório em 2004 e, ao sair de um luau, disparou 12 tiros contra Diego e Felipe. Em depoimento, o promotor alegou legítima defesa. Ele afirmou que voltava para casa com a namorada quando teria sido ameaçado por um grupo de mais de dez rapazes, do qual as duas vítimas faziam parte. Por isso, atirou. Assim, ele briga para se manter no cargo e garantir foro privilegiado na hora do julgamento. Nesse roteiro, o promotor foi exonerado em agosto de 2005 pelo Ministério Público de São Paulo, reconduzido pelo Tribunal de Justiça em janeiro de 2006, exonerado novamente em 12 de julho do ano passado e novamente reconduzido por decisão do TJ de São Paulo. Na semana passada, Schoedl ganhou cargo vitalício e garantiu foro especial para ser julgado pelo assassinato de Diego. O procurador-geral de Justiça de São Paulo, defendeu que Schoedl seja excluído definitivamente dos quadros do Ministério Público. Os advogados de Schoedl ainda podem recorrer da decisão. Enquanto o CNMP não concluir a análise do caso, o promotor continuará a responder processo com foro especial no Órgão Especial do Tribunal de Justiça. Se o Conselho concluir a análise antes que o promotor seja julgado pelo assassinato e mantiver a decisão de afastar Schoedl do MP, ele vai a júri popular como um réu comum.

Brunna